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Salários vs Empregabilidade

Abaco Academy Blog - Salários vs Empregabilidade

 

Neste artigo faremos uma rápida passagem por estes dois negócios, com duas áreas de atuação e perspetivas totalmente diferentes, de modo a refletir um pouco naquilo que pode ser a perspetiva de futuro, no que respeita à criação de emprego: a Hovione, empresa do Peter Villax – área farmacêutica – a McDonald’s – cadeia de fast food.

 

Peter Villax é CEO da Hovione Capital, uma empresa familiar especializada na área da ciência e da saúde e que emprega cerca de mil pessoas só em Portugal. A Hovione Capital tem quatro fábricas (três fora do país – EUA, Macau e Irlanda) e uma facturação que há muito ultrapassou os 100 milhões de euros. Na entrevista que deu ao SAPO24, falou da mudança, em Portugal, na Europa e no mundo. A começar pelo grupo que o pai fundou em 1959. “Nasci numa startup”, diz a sorrir, “tinha um laboratório na cave e 40 extintores em casa”.

Agora a Hovione Ventures é a holding e o objectivo é criar novas Hoviones. E elas vêm aí, com novidades importantes na área do processamento de dados e do modelo de investigação clínica, os ensaios clínicos de medicamentos, que tem 50 anos e é arcaico. Nós sociedade, nós indústria, nós reguladores, nós decisores temos de olhar para o modelo de investigação clínica para ver como o podemos transformar e racionalizar. E a Hovione tem a solução. Neste momento temos 20 anos de dados de saúde armazenados em computador em Portugal e em todos os países da Europa. Esses dados não são trabalhados. Através das novas técnicas de software e de big data vamos conseguir estabelecer uma relação entre os fármacos que tomamos e o verdadeiro impacto que têm na nossa saúde e poder aconselhar o médico sobre aqueles que, estatisticamente, mais se adequam a cada paciente. Depois o médico escolhe.

Diz o Peter Villax que “Portugal tem a dimensão ideal para ser um país pioneiro à escala mundial e é isso que queremos fazer para depois levar o modelo e o sistema para o resto da Europa”. Será que vêm ai novos postos de trabalho e investigação pioneira na área da ciência e da saúde? Vamos aguardar para ver.

 

Em relação à cadeia de fast-food McDonald’s, é inegável a quantidade de postos de trabalho que cria em todo o mundo. Mas, está sempre a pensar no próximo passo para a otimização, e substituirá por completo o staff por ecrãs LED. Está nos planos da marca que até 2020, todos os estabelecimentos McDonald’s nos EUA tenham apenas máquinas de self-service. Esta é uma medida que não é exclusiva da gigante McDonald’s, está a ser implementada noutras cadeias norte-americanas, incluindo marcas como os restaurantes Panera Bread e Chili’s. Esta desumanização das cadeias alimentares é acompanhada pela criação do robot “Flippy” que é capaz de virar hambúrgueres. Outras ideias incluem restaurantes virtuais que eliminam a necessidade de um staff, sendo apenas preciso para a entrega ao domicílio – o que poderá mudar em breve com os carros de condução autonoma.

Nos EUA a subida dos custos de mão-de-obra tem sido respondida com estes avanços tecnológicos. Os proprietários destas cadeias não sacrificam a qualidade do produto e têm menos despesas com os salários dos funcionários. Em complemento, explica a imprensa norte-americana, os consumidores apreciam a novidade e conveniência. Contudo, o maior custo que estes novos modelos têm é reflectido na empregabilidade, principalmente dos mais jovens. Segundo o Bureau of Labour Statistics, nos Estados Unidos, quase metade dos trabalhadores com ordenado mínimo têm idades entre os 16 e os 24. A perda de vagas de trabalho para jovens que procuram trabalhar e receber um salário constante é um dos efeitos imediatos do aumento do salário mínimo.

 

É claro que estas são duas realidades diferentes, quer pelo país de que falamos, pela área de atuação, pela dimensão de ambas as empresas e pela maturidade em que as técnicas, software e hardware de otimização se encontram. Mas é preciso refletir!  Se podemos entregar um bom produto, gastando menos, não devemos querer isso? Naturalmente que a resposta será sim! No entanto, considero que é na criatividade da procura de novas formas de criar emprego, aproveitando as novas áreas de conhecimento, que podemos ter uma sociedade construtiva e com capacidade de evoluir.

Fontes: Sapo e Sábado

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